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Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
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Vacina russa contra Covid-19 terá versão para crianças

Imunizante infantil será mais leve e menos reatogênico, segundo centro de pesquisa que desenvolve a vacina

Vacina russa contra Covid-19 terá versão para crianças
Foto: Fundo Russo de Investimentos Diretos - RFPI
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A vacina russa Sputnik V contra Covid-19 terá versão para crianças, anunciou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, segundo a agência de notícias russa Sputnik News. O imunizante está na terceira e última fase de testes.

Após a conclusão dessa fase, duas versões da vacina serão produzidas. O Centro Gamaleya ressalta que os testes serão realizados apenas em adultos maiores de 18 anos e a segunda versão, para crianças, será adaptada a partir desse produto final.

"Haverá duas categorias de vacinas: para adultos e para crianças. Para as crianças será mais leve e menos reatogênica", afirmou o professor Aleksandr Butenko, do Centro Gamalyea, à Rádio Sputnik. "A massa corporal de crianças é menor do que a de adultos, por isso a dose será reduzida. O sistema imunológico de uma criança pode não estar suficientemente desenvolvido como o de um adulto. De uma forma ou de outra, todas as vacinas possuem classificações, para crianças e adultos", ressaltou.

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A agência de notícias informa que, no momento, a vacina russa é destinada a pessoas entre 18 e 60 anos. A vacina russa foi a primeira registrada no mundo contra a Covid-19, em 11 de agosto. Ela se diferencia das demais que estão sendo desenvolvidas e estão em estágio avançado contra a doença no que se refere à sua composição.

É feita com dois vetores de adenovírus enfraquecidos, vírus que causa o resfriado comum em humanos, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos contra a doença e induzir imunidade a longo prazo. A vacina é intramuscular administrada em duas doses. A segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

No Brasil, deve passar por testes no Paraná, Bahia e Distrito Federal. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já enviou pedido para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar testes da vacina no Estado. Depois de aprovados, os testes devem começar em 15 dias. O estudo deve contar com 10 mil voluntários no país, preferencialmente profissionais da saúde.

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