Uma mãe de um aluno com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) utilizou as redes sociais para denunciar o que descreve como um descumprimento sistemático da legislação voltada à inclusão escolar. O relato aponta falhas graves na implementação do Plano de Ensino Individualizado (PEI) na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Alfredo Aveline, em Bento Gonçalves.
Segundo a mãe do aluno, Reciâni Sansonowicz, a instituição garantia que as adaptações previstas em lei, necessárias devido ao quadro de TDAH do estudante, estavam sendo aplicadas. No entanto, ao descobrir que as provas aplicadas ao filho eram idênticas às dos demais alunos, sem o tempo estendido e as adaptações pedagógicas necessárias, ela decidiu expor o caso.
Na denúncia, Reciâni destaca que a falta de suporte gera um "efeito cascata": ao não conseguir concluir as avaliações no mesmo ritmo dos colegas, o aluno acaba sendo retido em sala de aula, perdendo o conteúdo ministrado no momento, o que compromete o seu aprendizado e gera um atraso pedagógico progressivo.
Após a primeira manifestação pública, a situação na escola teria se agravado. Em uma atualização recente, a mãe relata que, ao comparecer à instituição para acompanhar o filho em uma avaliação, foi abordada de forma hostil pela equipe diretiva e pela coordenação.
"A coordenação e direção vieram em peso tirar satisfação sobre minha denúncia e tentar me acuar, inclusive tendo sido tratada com ironia por parte de uma pessoa responsável pela ‘inclusão' na escola", afirmou. A mãe alega ainda ter provas de que a profissional teria tentado responsabilizar o próprio aluno, e afirma possuir registros em áudio e documentos que comprovam sua postura colaborativa junto à instituição — contrariando insinuações de que a família não seria parceira da escola.
O caso ganhou proporções que levaram a Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Bento Gonçalves a convocar uma reunião com a família para esta sexta-feira (17). A expectativa é que o órgão se pronuncie oficialmente sobre as falhas no suporte pedagógico ao aluno e sobre as denúncias de assédio e retaliação por parte da administração da escola.
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