Enquanto a RGE ignora a precariedade da rede elétrica na Rua Gema Piva dos Santos, no bairro Municipal, em Bento Gonçalves os moradores vivem um verdadeiro pesadelo que se repete há mais de uma semana. Todas as noites, pontualmente às 18h, a energia oscila violentamente, deixando as famílias no escuro ou com uma voltagem insuficiente até as 8h da manhã seguinte. O que a concessionária chama de "prazo para manutenção", a comunidade define como total falta de respeito e descaso com o consumidor.
O custo do abandono
A inércia da RGE em resolver um problema técnico identificado — a necessidade urgente de troca do transformador devido à sobrecarga no horário de pico — está saindo cara para quem mora na região. Geladeiras queimadas, micro-ondas inutilizados e aparelhos eletrônicos avariados compõem a lista de prejuízos que, até o momento, a concessionária não se prontificou a ressarcir.
Para os moradores, a situação ultrapassa o campo material: trata-se de uma questão de dignidade. "Não temos qualidade de vida básica. Chegamos do trabalho cansados e somos obrigados a conviver com a incerteza e o medo de perder o que temos por causa de uma rede que não suporta a demanda! Nem um banho quente é possível tomar", desabafa Natasha Lamb, uma das moradoras afetadas.
Mesmo com protocolos abertos junto à RGE e denúncias formalizadas na ANEEL, a resposta da concessionária foi um balde de água fria: um cronograma que estende o sofrimento dos moradores até o dia 10 de julho.
A postura da RGE levanta um questionamento grave: por que uma empresa que lucra com a prestação de um serviço essencial se sente confortável em oferecer um atendimento tão precário? Enquanto a população arca com o prejuízo financeiro e a falta de energia, a concessionária blinda-se atrás de prazos burocráticos, ignorando que, no dia a dia da Rua Gema Piva dos Santos, a energia é um item básico de sobrevivência, e não um luxo.
A comunidade agora clama por uma solução imediata. A espera é inadmissível para quem, há dias, é privado de eletricidade constante e vê seus equipamentos sendo destruídos pela má gestão da rede elétrica na região.
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