Em 2019, o projeto “Laços Patrimoniais: Construindo um inventário colaborativo para Bento Gonçalves” teve início com a missão de atualizar os bens, recursos ou características importantes, dando continuidade ao documento realizado entre o período de 1994/1996. A execução de “Laços” ocorreu em meio a pandemia, migrando para outras formas de coletas como formação de grupos em redes sociais, realizadas oficinas no formato virtual e diversas publicações, que hoje estão disponíveis: http://museudoimigrante.bentogoncalves.rs.gov.br/colecao-lacos-patrimoniais/
O projeto contou com 8 eixos, abordando todos os distritos do município, com pesquisas arquitetônicas e históricas, buscando registrar a diversidade cultural. Entre as inovações, além dos históricos registrados em livro e das fichas de inventário das edificações, foram elaboradas fichas de roteiros culturais e conjuntos históricos, com indicações de valores materiais e imateriais, para reconhecimento da paisagem cultural no município.
Corta para julho de 2026. A arquiteta Cristiane Bertocco integra mestrado ligado à área do patrimônio cultual com vias de elaborar um produto técnico para a salvaguarda e preservação dos bens. Sua linha mestra investigativa, neste estudo, precisa da colaboração da comunidade com o objetivo de identificar os lugares considerados mais representativos da paisagem de Bento Gonçalves.
Assim, vai ser trabalhado junto ao público o conceito de mapa mental que consiste na elaboração de um mapa ou desenho de memória pelo participante, junto a uma entrevista ou questionário que busca estimular a identificação dos elementos da paisagem.
Com mencionado acima, o objetivo é identificar junto à população, os lugares considerados mais representativos da paisagem de Bento Gonçalves, a constarem em um mapeamento dos roteiros culturais virtuais do município.
O mapa mental amplia o imaginário, o afeto e o pertencimento a cidade.
“Ele busca ativar a relação do participante com a paisagem em que vive, seja na cidade, nos distritos, junto a roteiros turísticos ou em sua vivência cultural. A relação com o patrimônio histórico, o afeto e o pertencimento é estimulada pelo processo mental de memorizar os elementos mais importantes em sua rotina, compartilhando o que significam em seu imaginário, para que possamos fazer o seu registro no inventário de forma mais colaborativa”, enfatiza Cristiane.
O mapa como desenho técnico é pouco acessível à população em geral. A expressão das pessoas em desenhos em sua própria linguagem ajuda a entender os valores que esses elementos históricos têm para cada grupo. Dessa forma, a comunidade está convidada a colaborar no questionário auxiliando na construção do mapa mental e compartilhando memórias, afetos e histórias.
“As perguntas buscam estimular as memórias do participante para elaborar o seu mapa ou desenho do que acha importante na cidade. O questionário em formato de escrita estimula a criatividade para o desenho e vice-versa. Além disso, nem todos se sentem à vontade com o desenho, cada pessoa tem sua forma de se expressar e essas opções buscam atender a todas. No caso da oralidade, a mesma tem sido estimulada na realização de mapeamentos presenciais nos distritos, onde além de elaborar o seu mapa, os participantes podem socializar as suas impressões”, comenta a arquiteta.
Os interessados podem responder o questionário disponível em: https://tinyurl.com/mr22mdtj
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