Seja nos campinhos dos bairros, nas escolinhas de futebol ou diante da televisão em dias de decisão, o futebol faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Neste ano, o Dia Nacional do Futebol, celebrado em 19 de julho, coincide com a final do Campeonato Mundial, um dos eventos esportivos mais acompanhados do planeta. A data ajuda a lembrar que além de ser a paixão nacional, também movimenta diferentes setores da economia e gera oportunidades de trabalho para milhares de profissionais dentro e fora dos gramados.
Presente em diferentes culturas e realidades sociais, o futebol se consolidou como um dos esportes mais populares do mundo, conforme explica o docente do curso de Educação Física da Estácio, João José Cunha da Silva: "O futebol está entre os esportes mais praticados do mundo, muito pela sua capacidade de ser replicado. Quantos de nós não fizemos dois chinelos de goleira e usamos até uma bola de meia?", observa.
Eventos de grande alcance, como a Copa do Mundo, costumam estimular a prática esportiva, especialmente entre crianças e adolescentes. No entanto, Silva destaca que esse interesse deve ser acompanhado por hábitos saudáveis e por uma formação que vá além da competição. "Temos que pensar que poucas crianças que jogam bola se tornarão atletas profissionais. Mas o esporte pode ensinar disciplina, concentração e levar a hábitos de vida mais saudáveis na vida adulta", afirma.
O reflexo desse entusiasmo costuma ser percebido nas escolinhas de futebol, projetos sociais e centros esportivos, que registram aumento na procura durante grandes competições. A identificação com ídolos do esporte e o desejo de reproduzir os momentos vistos em campo ajudam a aproximar novos praticantes da atividade física.
Mas os impactos do futebol não se limitam às quatro linhas. Grandes eventos esportivos também movimentam cadeias econômicas inteiras, envolvendo setores como turismo, transporte, comércio, alimentação, segurança e comunicação. Hotéis, restaurantes, companhias aéreas, serviços de mobilidade e estabelecimentos comerciais costumam registrar aumento significativo na demanda durante as competições internacionais.
De acordo com o docente do curso de Administração da Estácio, Jean Seidler, o alcance econômico de um Campeonato Mundial vai muito além do espetáculo esportivo: "Quando uma seleção chega a uma final, o impacto ultrapassa significativamente o âmbito esportivo. Hotéis, restaurantes, transportes e segurança integram uma engrenagem econômica complexa que envolve praticamente toda a atividade econômica do país-sede", explica.
Estudos internacionais apontam que o Campeonato Mundial de Futebol pode movimentar bilhões de dólares na economia local e criar centenas de milhares de oportunidades de trabalho temporárias e permanentes. Além dos empregos gerados diretamente durante os jogos, o setor esportivo mantém uma ampla rede de profissionais atuando durante todo o ano. "A indústria futebolística emprega atletas profissionais, treinadores, fisioterapeutas, jornalistas especializados, administradores e diversas outras categorias profissionais", destaca Seidler.
O crescimento do mercado esportivo também impulsiona áreas como gestão esportiva, marketing, análise de desempenho, tecnologia aplicada ao esporte, medicina esportiva e produção de eventos. Paralelamente, investimentos em infraestrutura, mobilidade e conectividade costumam deixar legados que permanecem após o encerramento das competições.
Ao lado de atletas e treinadores, profissionais de diferentes setores fazem parte de uma indústria que segue em expansão e que mantém sua atividade muito além dos períodos de competição.
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