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Sabado, 06 de Junho de 2026
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ExpoBento e Fenavinho auxiliam no fortalecimento das agroindústrias familiares

Com 69 expositores de 34 municípios, eventos valorizam o produtor rural e ajudam na geração de renda

ExpoBento e Fenavinho auxiliam no fortalecimento das agroindústrias familiares
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Dentro do universo das mais de 500 marcas que participarão da 34ª ExpoBento e da 21ª Fenavinho, o espaço dedicado às agroindústrias tem se consolidado para além de um lugar de descoberta de sabores. Feira e festa como essas, que correm até 14 de junho, se transformaram em vitrines essenciais à valorização do produtor rural e da sua consequente permanência no meio, estimulando a própria sucessão familiar no campo.

A ExpoBento, mais uma vez, mostra esse potencial no Parque de Eventos. Neste ano, serão 69 expositores oriundos de 34 municípios, exibindo uma produção que vai de queijos e embutidos a pães, cucas e vinhos, passando por doces, geleias, conservas, molhos, antepastos, entre outros. Essa variedade é uma das marcas do perfil dos expositores, todos eles de agroindústrias familiares formais, inclusas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF), o que significa que atendem à legislação sanitária vigente e empregam, predominantemente, mão de obra familiar.

Por trás de cada agroindústria presente na feira, há histórias de trabalho, dedicação, superação e tradição familiar. “Muitas agroindústrias da agricultura familiar carregam receitas e conhecimentos passados de geração em geração, preservando sabores, costumes e a identidade cultural das comunidades rurais. Cada produto representa o esforço das famílias que vivem no campo e que transformam sua produção em alimentos de qualidade, agregando valor ao que produzem na propriedade rural”, opina Jocimar Rabaioli, coordenador de Feiras da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). A entidade, ao lado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado e da Emater/RS-Ascar, trabalha para desenvolver políticas públicas voltadas à agroindustrialização familiar e ao incentivo à participação em eventos de promoção comercial, como a ExpoBento. Neste ano, novamente, o governo do Estado está subsidiando a participação das agroindústrias na feira.

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Para Rabaioli, cada produto exposto pelos agricultores representa o esforço das famílias que vivem no campo e transformam sua produção em alimentos de qualidade, agregando valor ao que produzem na propriedade rural. “Em muitos casos, os empreendimentos nasceram como uma alternativa de renda para manter a família no meio rural e garantir oportunidades para os filhos permanecerem no campo. Mais do que alimentos e bebidas, os produtos apresentados na feira carregam memória, cultura, afeto e orgulho de quem produz com cuidado e tradição”, pondera.

As feiras comerciais funcionam como um incentivo à sucessão rural para as famílias que tiram o sustento da terra. Segundo Rabaioli, elas criam perspectivas de futuro e estimulam a permanência das novas gerações no meio rural. Ao valorizar cultura, tradição e saberes passados entre gerações, as feiras ajudam a fortalecer a identidade das comunidades rurais. “A feira é uma ferramenta de desenvolvimento rural, pois aproxima produtores e consumidores, incentiva o empreendedorismo e demonstra que é possível viver com dignidade, qualidade de vida e oportunidades no campo”, avalia. Comercialmente, a participação das agroindústrias nas feiras também se mostra essencial. Isso permite que, além de apresentar produtos diretamente ao consumidor final, os empreendimentos fortaleçam suas marcas, ampliem vendas e conquistem novos clientes. A rede de contatos estabelecida nesses encontros é outro dos trunfos. “Além da comercialização durante o evento, muitos expositores conseguem estabelecer parcerias comerciais, contatos com mercados, distribuidores e lojistas, criando oportunidades que seguem após a feira”, observa Rabaioli. 

Para ele, esse contato direto com o consumidor também implica em algo que evidencia o diferencial das mercadorias oriundas do campo: a origem e a qualidade dos produtos. Um elemento e tanto diante da crescente busca por um consumo mais consciente de alimentos. “Os produtos coloniais e artesanais vivem um momento de grande valorização, impulsionados pela busca dos consumidores por alimentos com qualidade, procedência, sabor diferenciado e identidade cultural”, diz Rabaioli.

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