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Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
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Envelhecimento saudável depende de hábitos cultivados ao longo da vida

Escolhas ao longo da vida e apoio social são as chaves para envelhecer com saúde e independência

Envelhecimento saudável depende de hábitos cultivados ao longo da vida
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Julho, mês em que é celebrado o Dia dos Avós, também convida à reflexão sobre os cuidados que ajudam a garantir mais autonomia e qualidade de vida na terceira idade. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, estímulo à saúde mental e convivência social estão entre os hábitos que contribuem para um envelhecimento mais saudável e independente ao longo dos anos. 

Segundo Patrícia do Nascimento, docente do curso Técnico em Enfermagem da Fundatec, o envelhecimento saudável resulta de um conjunto de escolhas feitas ao longo da vida, aliado a um ambiente que favoreça a dignidade, a participação social e a manutenção da capacidade funcional. "Envelhecer de forma saudável é o reflexo de escolhas acumuladas ao longo da vida, combinado com um ambiente social que apoie a dignidade e a participação ativa da pessoa idosa", afirma.

Outro aspecto importante é manter o cérebro ativo. Ler, aprender novas habilidades, resolver desafios e utilizar a tecnologia de forma consciente ajudam a preservar a memória e a cognição. Além disso, cultivar relações com familiares, amigos e grupos de convivência reduz o isolamento social e favorece a saúde emocional.

A alimentação também desempenha papel fundamental na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e osteoporose. A recomendação é priorizar alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas magras, reduzindo o consumo de ultraprocessados, açúcar e gorduras em excesso. A hidratação adequada também é indispensável para o bom funcionamento do organismo.

A prática de exercícios físicos, desde que orientada por profissionais e autorizada pelo médico, contribui para fortalecer músculos e ossos, melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas, um dos principais fatores de perda de autonomia entre idosos.

Além dos hábitos diários, o acompanhamento médico periódico é essencial. Consultas regulares, exames preventivos, vacinação em dia e a revisão dos medicamentos utilizados permitem identificar precocemente doenças e preservar a qualidade de vida.

Para Patrícia, a família exerce um papel decisivo nesse processo. "A pessoa idosa não perde sua identidade, suas vontades e sua autonomia apenas porque chegou à terceira idade. Sempre que possível, essas características devem ser respeitadas e incentivadas", destaca.

Ela também chama atenção para desafios como o isolamento social, a discriminação por idade, a falta de acessibilidade e a exclusão digital. Superá-los depende não apenas do comprometimento individual e familiar, mas também de políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo, com acesso facilitado aos serviços de saúde, incentivo à convivência comunitária e inclusão tecnológica.

"Garantir um envelhecimento saudável exige a integração entre responsabilidade individual, apoio familiar e políticas públicas estruturadas", conclui.

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