O quinto mês do ano confirma uma desaceleração na geração de empregos em Bento Gonçalves em 2026. Mesmo com saldo positivo de 56 vagas em maio considerando todos os setores da economia local, com um acumulado de 917 novas vagas geradas em cinco meses, há uma redução de -31,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Se em abril, Bento Gonçalves era o 7º município na geração de empregos no Rio Grande do Sul, em maio, caiu para o 13º lugar. O município é o 11º no Estado no acumulado do ano. Até o final de maio, eram 51.119 empregados formais em Bento Gonçalves, bem abaixo dos 52 mil atingidos em fevereiro.
Se, por um lado, o setor da Construção, que havia demonstrado recuperação em abril segue em alta, com saldo de 16 vagas no mês e 291 acumuladas no ano - destaque para obras de infraestrutura, que geraram 44 novos postos de trabalho em maio e 200 em cinco meses, compensando o saldo negativo de -25 vagas nas construções de edifícios - , em outra direção, é a Indústria que freia o ritmo da geração de empregos nos últimos meses. O setor tem um saldo de 290 vagas no ano, abaixo da Construção e, no comparativo com os primeiros cinco meses de 2025, uma queda de -55,9% no ritmo da geração de novas vagas. Mesmo acumulando 124 novas vagas desde o começo do ano, em maio, a indústria moveleira teve saldo negativo de -23 vagas. Já a indústria de produtos alimentícios acumula saldo negativo de -49 vagas no ano.
Quando considerado o comparativo com os primeiros cinco meses de 2025, somente o setor do Comércio evolui na geração de empregos em um ritmo mais acelerado, com variação de 129,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor, que apresentou poucas variações positivas no último ano, em 2026 acumula 133 novas vagas.
Bento Gonçalves é o 3º município gaúcho na geração de empregos na Construção e o 5º no Comércio. Em maio, a rotatividade média foi de 4,3%, um pouco inferior aos 4,7% que se observavam em maio de 2025. Em Bento, o tempo médio de permanência em um emprego é de 15,1 meses, abaixo das médias estadual (18,2) e nacional (18,3). As maiores rotatividades são observadas justamente na Construção e Comércio, ao lado da Agropecuária, que tem uma característica de sazonalidade.
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