O Hospital Tacchini Carlos Barbosa apresentou, nesta segunda-feira, dia 24, os principais números da instituição no primeiro semestre de 2026. A prestação de contas reúne dados sobre ocupação hospitalar, atendimentos no Pronto Socorro, exames laboratoriais e a relação entre receitas e custos do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Atendimentos no Pronto Socorro
No Pronto Socorro, foram realizados 14.796 atendimentos nos seis primeiros meses de 2026. De acordo com o processo de triagem padrão, que é utilizado em diversos hospitais de ponta ao redor do mundo, conhecido como Protocolo de Manchester, 10.659 foram classificados como pouco urgentes ou não urgentes, o que representa mais de 72% dos casos.
Também foram registrados 2.568 casos como urgentes e 734 como muito urgentes. Também foram registrados 31 atendimentos classificados como emergência. O tempo médio geral entre a classificação de risco e o atendimento médico foi de 20 minutos, menor do que a média registrada pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), grupo composto pelos principais hospitais do Brasil.
Exames de laboratório
Os números do laboratório também evidenciam o volume de serviços prestados pela instituição. De janeiro a junho, foram realizados 26.128 exames, considerando os atendimentos originados no Pronto Socorro e nas internações. O tempo médio entre o pedido e a emissão do laudo foi de 2 horas e 11 minutos. No Pronto Socorro, 16.750 exames tiveram tempo médio de 1 hora e 55 minutos, enquanto nas internações foram 9.378 exames, com média de 2 horas e 15 minutos.
Em protocolos de emergência para sepse e dor torácica, os exames são realizados na beira do leito. Esses tiveram tempo médio de apenas 42 minutos entre o pedido e o laudo. O tempo é equiparável à média dos principais hospitais do Brasil e permite um atendimento de excelência para a comunidade.
Ocupação
Entre janeiro e junho, a taxa média de ocupação hospitalar foi de 74,78%. O índice é superior à média registrada em 2024, de 74,06%, e demonstra a manutenção de uma utilização significativa da capacidade instalada da unidade. Ao longo do ano, os percentuais mensais variaram, chegando a 84,1% em março e 80,4% em maio.
Finanças
A prestação de contas também apresentou os dados financeiros relacionados ao atendimento pelo SUS. No período, o Hospital Tacchini Carlos Barbosa registrou R$ 4,48 milhões em receitas provenientes do sistema público, enquanto os custos incorridos com esses atendimentos chegaram a R$ 6,13 milhões. A diferença resultou em um déficit de R$ 1,65 milhão, equivalente a 36,87% da receita SUS no semestre.
Para o gerente do Hospital Tacchini Carlos Barbosa, Humberto Godoy, a apresentação dos resultados à comunidade é fundamental para demonstrar a dimensão do trabalho realizado pela instituição e os desafios envolvidos na manutenção de uma assistência qualificada.
“Os números mostram o volume e a complexidade dos serviços que prestamos diariamente à população. Ao mesmo tempo em que apresentamos indicadores importantes de atendimento, ocupação e agilidade, também demonstramos com transparência os desafios financeiros da assistência, especialmente em relação ao SUS. Levar essas informações à Câmara de Vereadores é uma oportunidade de aproximar ainda mais o hospital da comunidade e reforçar que o cuidado com a saúde é uma responsabilidade que exige diálogo, planejamento e o envolvimento de toda a sociedade”, destaca Godoy.
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