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Terça-feira, 21 de Julho de 2026
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Polícia Civil prende líder de organização criminosa gaúcha no Paraguai

“Nego Leo” foi preso na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero

Polícia Civil prende líder de organização criminosa gaúcha no Paraguai
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Líder de facção gaúcha que estava foragido da Justiça há 5 anos, Leonardo Silva de Souza, 25 anos, conhecido como “Nego Leo”, foi preso na manhã desta quarta-feira (11) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, fronteira do Paraguai com a cidade brasileira de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Após a prisão, as autoridades paraguaias determinaram a expulsão de Nego Leo do país. O capturado chegou ao Rio Grande do Sul no meio da tarde desta quinta-feira (12), sob escolta em um voo comercial para Porto Alegre.

A ação, realizada por policiais da 5ª DPHPP (Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa), de Porto Alegre, mobilizou agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do país vizinho e da Polícia Federal.

A equipe da 5ª DPHPP chegou à cidade paraguaia na última segunda-feira (9), contudo a investigação para localizar o foragido se desenvolvia há meses. Num trabalho de inteligência e integração entre as forças de segurança, a operação para a captura de Nego Leo teve início depois que a Polícia gaúcha confirmou a informação de que o foragido estaria vivendo no país vizinho. O criminoso foi surpreendido, quando ainda dormia, em um apartamento num condomínio fechado. Com o preso, foram apreendidos celulares, que terão o conteúdo submetido à perícia.

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Nego Leo, considerado o braço direito de “Nego Jackson” (chefe de uma das mais violentas facções gaúchas que tem origem na Vila Jardim, em Porto Alegre, e que está recolhido no sistema prisional) era o único da escala hierárquica da organização criminosa que ainda estava solto. Foragido desde 2016, ele tem antecedentes por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídio. O grupo ilegal do qual Nego Leo faz parte teria ligações com outra facção criminosa, de amplitude nacional e que atua principalmente em São Paulo, dentro e fora dos presídios.

Escondido no Paraguai, o criminoso seguia dando ordens, inclusive para matar integrantes de outras facções. Conforme explica o delegado Gabriel Lourenço, Nego Leo seria responsável pelo envio de drogas e armas para o Brasil do país vizinho. Além disso, ele também seria o responsável pelo gerenciamento das finanças da facção.

“Mesmo de fora do Brasil, ele tinha o domínio gerencial dessa organização da qual era o segundo no comando e atuava na distribuição de dinheiro, armas e drogas, inclusive com tráfico internacional. Esse tipo de prisão, que ataca diretamente as lideranças, quebra o crime organizado e é fundamental na redução dos índices criminais, principalmente em delitos como os de homicídio”, disse a diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegada Vanessa Pitrez.

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