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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026
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Inverno aumenta risco de doenças respiratórias: especialista destaca papel da fisioterapia na prevenção

Baixas temperaturas, ar seco e ambientes fechados favorecem infecções e agravam doenças como asma, bronquite e rinite

Inverno aumenta risco de doenças respiratórias: especialista destaca papel da fisioterapia na prevenção
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Com a chegada do inverno, cresce também a preocupação com a saúde respiratória. A combinação entre temperaturas mais baixas, ar seco e maior permanência em ambientes fechados cria condições favoráveis para a circulação de vírus e bactérias, além de contribuir para o agravamento de doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite, enfisema pulmonar e rinite alérgica.

Segundo o fisioterapeuta e docente da Estácio, Charles Capella, o frio compromete os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias, facilitando a entrada de agentes infecciosos no organismo.

"Durante o inverno, nosso sistema respiratório fica mais vulnerável. O ar frio e seco prejudica a capacidade das vias aéreas de filtrar impurezas e microrganismos, enquanto os ambientes fechados favorecem a transmissão de vírus e bactérias. Por isso, esse é um período em que devemos redobrar os cuidados, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias pré-existentes", explica.

Entre as enfermidades mais frequentes nesta época estão a gripe (Influenza), caracterizada por febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e indisposição; a pneumonia, que pode surgir como complicação da gripe ou de forma independente, apresentando sintomas como tosse com secreção, dor no peito e falta de ar; além das crises alérgicas, provocadas principalmente pela maior exposição a ácaros e fungos acumulados em locais pouco ventilados.

Quando não tratadas adequadamente, essas condições podem evoluir para quadros graves, com comprometimento da função pulmonar e necessidade de internação.

Nesse cenário, a fisioterapia respiratória ganha destaque como uma importante aliada tanto na prevenção quanto na recuperação dos pacientes. A especialidade atua por meio de exercícios que fortalecem a musculatura responsável pela respiração, aumentam a capacidade pulmonar e favorecem a eliminação de secreções acumuladas nas vias aéreas.

"O principal objetivo da fisioterapia respiratória é melhorar a eficiência da respiração. Trabalhamos o fortalecimento dos músculos respiratórios, principalmente o diafragma, além de técnicas que facilitam a expansão pulmonar e a remoção de secreções. Isso reduz o esforço para respirar, melhora a oxigenação do organismo e ajuda a prevenir complicações decorrentes das doenças respiratórias", destaca Charles Capella.

Além da fisioterapia, a prática regular de atividades físicas também contribui para a saúde pulmonar ao melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e fortalecer o organismo para enfrentar as doenças típicas do inverno.

O especialista reforça, no entanto, que a prevenção vai além dos exercícios. Medidas como manter a vacinação em dia, hidratar-se adequadamente, evitar ambientes fechados e com pouca ventilação, higienizar as mãos com frequência e buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes são fundamentais para reduzir os riscos.

"A prevenção é sempre o melhor caminho. Quando associamos hábitos saudáveis, vacinação, acompanhamento médico e fisioterapia respiratória, conseguimos preservar a função pulmonar, diminuir as complicações e proporcionar mais qualidade de vida, principalmente para quem já convive com doenças respiratórias", conclui o docente da Estácio.

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