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Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
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Bento já registra 175 acidentes com animais peçonhentos neste ano

Mudanças climáticas e expansão urbana impulsionam o aparecimento de aranhas, escorpiões e serpentes

Bento já registra 175 acidentes com animais peçonhentos neste ano
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A Vigilância Ambiental do município de Bento Gonçalves já contabiliza 175 acidentes envolvendo animais peçonhentos neste ano. O levantamento aponta que as abelhas lideram as ocorrências, com 68 registros, seguidas pela aranha-marrom, com 52 casos, e pela aranha-armadeira (foneutria), com 24. A estatística detalha ainda que houve ocorrências envolvendo outras lagartas (11), marimbondos (9), lagarta automeris (4), serpentes não-peçonhentas (3), outras aranhas (2) e lacraias (2).

Embora muitas pessoas associem o aparecimento desses animais exclusivamente ao verão, os acidentes podem ocorrer em diferentes épocas do ano. O professor doutor Wilson Sampaio de Azevedo Filho explica que a região abriga uma grande diversidade de espécies que buscam constantemente locais que ofereçam abrigo, alimento e condições favoráveis para sobrevivência. Esse cenário tem sido agravado pelas mudanças climáticas e por eventos extremos, como as recentes enchentes, que impactam os ecossistemas e forçam serpentes, aranhas e escorpiões a buscarem abrigos secos e seguros, muitas vezes dentro das residências. Além dos fatores climáticos, a expansão urbana acelerada sobre áreas de mata e terrenos antes preservados também força o deslocamento desses animais, contribuindo diretamente para o aumento dos encontros com humanos.

Diante desse quadro, a prevenção no dia a dia continua sendo a principal e mais eficaz ferramenta para evitar incidentes. Os especialistas recomendam que a população crie o hábito de bater calçados e sacudir roupas e cobertores antes do uso, além de evitar andar descalço, principalmente em áreas de grama ou com entulhos. A limpeza constante de terrenos baldios, o descarte adequado do lixo para não atrair insetos que servem de presa, e a vedação de frestas e buracos nas casas são medidas fundamentais para eliminar possíveis esconderijos. Já para os trabalhadores rurais ou pessoas que realizam atividades de limpeza e jardinagem, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e botas, é considerado indispensável.

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Caso o acidente ocorra, a primeira recomendação é manter a calma, colocar a vítima em repouso e lavar o local afetado apenas com água e sabão neutro. É importante retirar imediatamente objetos apertados, como anéis, pulseiras e relógios, pois a área da picada tende a inchar rapidamente, e procurar o atendimento médico em uma Unidade de Saúde o mais rápido possível. Os especialistas fazem um alerta veemente contra crendices populares que podem agravar significativamente o quadro de envenenamento: sob nenhuma hipótese deve-se furar, espremer ou cortar o local da picada, tampouco realizar sucção do veneno, aplicar torniquetes ou dar bebidas alcoólicas à vítima. Crianças e idosos exigem atenção e rapidez redobradas no socorro, pois apresentam uma sensibilidade muito maior às toxinas desses animais.

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