A ponte sobre o Rio das Antas, na RS-431, que conecta os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, está sendo submetida a uma perícia técnica desde quarta-feira (16). O trabalho deve ser concluído na próxima segunda-feira (21) e é considerado fundamental para que as obras de recuperação da estrutura possam sair do papel. A travessia permanece interditada desde o final de julho.
A elaboração do laudo foi uma exigência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). O serviço tem custo de R$ 49.750, valor que será dividido igualmente entre as prefeituras de Cotiporã e Bento Gonçalves. O contrato para a realização da vistoria foi formalizado na terça-feira (15).
De acordo com o prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, a possibilidade de contratação da Universidade de Caxias do Sul (UCS) para a emissão do parecer chegou a ser discutida, mas as negociações não avançaram por questões de viabilidade. Diante disso, o município optou por contratar outra empresa especializada.
A análise técnica tem como objetivo verificar o estado atual da ponte e avaliar o projeto previsto para sua recuperação. Além disso, a perícia deverá identificar as causas dos danos provocados pelas fortes chuvas registradas em julho e indicar medidas que possam evitar novos problemas na estrutura.
A ponte sofreu impactos significativos após a elevação do nível do Rio das Antas. Em vistoria realizada em 24 de julho, engenheiros e integrantes da Defesa Civil constataram um deslocamento de aproximadamente 20 centímetros no primeiro tabuleiro após a cabeceira localizada no lado de Bento Gonçalves. O desalinhamento também era perceptível nas faixas de sinalização da pista.
Embora a empresa responsável pela recuperação e pelo reforço da ponte já tenha sido contratada, os trabalhos ainda não puderam ser iniciados. O contrato foi assinado em 26 de agosto e prevê investimento de R$ 655 mil, custeado em conjunto pelas administrações municipais de Cotiporã e Bento Gonçalves.
A execução da obra depende da conclusão da perícia e dos encaminhamentos posteriores. Segundo a Prefeitura de Cotiporã, a expectativa é de que os serviços sejam concluídos em até 30 dias após a liberação para o início das intervenções, prazo que poderá variar conforme as condições encontradas no local e o fator climático. Inicialmente, o contrato previa até 60 dias para a realização dos trabalhos.
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