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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026
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Após 57 dias, professores estaduais decidem suspender greve

Assembleia geral do Cpers deliberou a suspensão da greve iniciada em novembro

Após 57 dias, professores estaduais decidem suspender greve
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Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (14) no Colégio Estadual Cândido José de Godói, na zona norte de Porto Alegre, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) decidiu pela suspensão da greve do magistério e dos funcionários de escolas iniciada há 56 dias, em novembro passado. Contudo, em votação que abriu a assembleia, o acordo proposto pelo governo do Estado sobre os dias parados foi rejeitado por unanimidade, o que significa que o sindicato irá buscar na Justiça o ressarcimento pelos dias descontados e que serão recuperados a partir da suspensão da paralisação.

Na assembleia anterior da categoria, realizada no dia 20 dezembro, os professores estaduais haviam decidido que a greve seria suspensa apenas no caso de o governo negociar o corte no ponto e a recuperação das aulas. As conversas realizadas entre sindicato e representantes do governo de Eduardo Leite (PSDB), na semana passada, resultaram em uma proposta de pagamento dos dias parados em folha suplementar, mas a manutenção do desconto salarial parcelado em cinco meses.

Em sua fala de abertura da assembleia, a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schurer, pontuou que a proposta do governo era inaceitável. No entanto, destacou que a greve perdeu força recentemente — só 2% da categoria permanece paralisada, segundo o sindicato — e que os cortes salariais já não são mais suportáveis pelos grevistas.

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Diante desse cenário, o conselho geral do sindicato construiu a proposta de suspender a greve, encerrar o ano letivo de 2019 e retomar a paralisação entre os dias 27 e 31, quando está prevista a votação do restante do pacote de reforma administrativa do governo em convocação extraordinária na Assembleia Legislativa, incluindo a proposta de reformulação do plano de carreira do magistério.

Durante a assembleia, o debate girou em torno da discussão se encerrar a greve agora, sem previsão de pagamento dos dias parados que serão recuperados, seria uma derrota da categoria ou se seria a única opção possível diante do esvaziamento.

Por um lado, os contrários à suspensão da greve argumentavam que retornar ao trabalho agora seria uma “humilhação” para a categoria, visto que ela voltaria sem nenhuma garantia. Por outro lado, aqueles favoráveis ao encerramento, incluindo a direção do sindicato, defendiam que a greve já foi um sucesso, pois foi a maior dos últimos anos, e que mantê-la esvaziada significaria apenas um movimento de vanguarda que continuaria a penalizar a categoria.

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