Na política, tem uma cena que se repete toda eleição: o partido que passa anos na boquinha do governo, cheio de cargos e secretarias, e de repente vira o maior crítico de todos. É o caso do Partido Progressistas (PP) aqui no Rio Grande do Sul.
Durante todo esse tempo, o PP esteve junto com o governador Eduardo Leite (PSD). Aproveitou a estabilidade e participou das decisões. Mas, agora que a eleição chegou, o discurso mudou. Virou moda meter o pau no governo, como se eles nunca tivessem tido nada a ver com isso.
O problema dessa história é que a máscara cai fácil. É fácil criticar na teoria, mas continuar de barriga cheia na prática. O PP continua com cargos importantes na máquina do Estado e mantém forte influência em cidades-chave, como aqui em Bento Gonçalves na 16ª Coordenadoria Regional de Educação. Ou seja: bate no governo com a mão direita, mas continua mamando nas tetas do Estado com a esquerda.
O povo não é bobo. Como alerta Frederico Antunes, líder de governo na Assembleia Legislativa. Quando trata-se de projetos, a oposição parece mais uma esponja seca, onde aperta, aperta e nada sai.
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