Na última sexta-feira (7), foi realizada, no Salão da Comunidade de Santo Antônio da Alcântara, uma reunião pública para discutir os riscos de desastres climáticos e as medidas de prevenção na região.
O encontro foi conduzido pela procuradora da República, Dra. Flávia Rigo Nóbrega, e contou com a presença da promotora de Justiça de Bento Gonçalves, Dra. Carmem Lucia Garcia; do prefeito Amarildo Lucatelli; do secretário de Segurança, Gabriel Kellermann; do tenente-coronel Marcelo Almeida de Souza, da 9ª CREPDEC, de Caxias do Sul; do coordenador da Defesa Civil, Rodrigo Wermuth; do perito do Ministério Público Federal (MPF), Valter Giugno Abruzzi; e do gerente de Operações e Manutenção da CERAN, André Akashi. Participaram de forma online o analista pericial do MPF, Felipe Eugênio de Oliveira Vaz Sampaio, e os representantes da ANEEL Luiz Rogério Gomes e Luiz Gustavo Baena.
O Ministério Público Federal instaurou inquéritos civis e ajuizou ações estruturais em razão das enchentes ocorridas em 2023 e 2024. Em relação ao Rio das Antas, foram investigadas as condições de operação das barragens da CERAN, entre elas a UHE 14 de Julho. De acordo com os laudos apresentados durante o encontro, as estruturas não possuem comportas controláveis capazes de alterar ou conter a vazão das cheias. Dessa forma, as barragens operam permitindo o fluxo do volume natural de água recebido.
Durante sua apresentação, a CERAN explicou o funcionamento das barragens e detalhou as providências adotadas após os eventos climáticos registrados na região.
Apesar das explicações técnicas, moradores manifestaram preocupação e questionaram a efetividade do encontro, destacando a necessidade de ações mais objetivas e de medidas concretas para a comunidade.
O prefeito Amarildo Lucatelli reforçou a importância de ouvir diretamente os moradores que vivenciaram as enchentes. Segundo ele, a comunidade precisa receber informações claras e práticas, além das explicações técnicas apresentadas pelos órgãos responsáveis. “Os moradores precisam de informações concretas e não apenas de apresentações técnicas. Eles estavam aqui na primeira cheia e, posteriormente, nos desastres de 2024. Precisamos ouvir esses relatos, entender o técnico, sim, mas buscar soluções efetivas para a comunidade”, afirmou.
No encontro ficou definido que a Prefeitura irá oficiar e buscar uma reunião com a direção da Ceran para buscar ações junto a comunidade.
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