Com a confirmação de mais uma morte por dengue, o Rio Grande do Sul chegou nesta semana a 13 casos fatais da doença em 2022, volume recorde entre os gaúchos desde os primeiros monitoramentos, em 2000. E o número de contágios confirmados desde janeiro chega a 16.760, dos quais 13.884 (quase 83%) ocorreram dentro do próprio Estado.
Para se ter uma ideia do avanço dos óbitos, ao longo de todo o ano passado o Rio Grande do Sul teve 11 vidas perdidas para a doença, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Em 2020, foram seis. E e ainda faltam praticamente oito meses para o fim de 2022.
O óbito mais recente foi registrado no município de Rondinha (Região Noroeste). Já os falecimentos anteriores ocorreram em Horizontina (duas ocorrências), Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Cachoeira do Sul, Lajeado, Chapada, Cristal do Sul, Igrejinha, Dois Irmãos, Boa Vista do Buricá e Jaboticaba.
A fim de conter a expansão dos casos e desfechos fatais de dengue, na última semana de abril a Secretaria Estadual da Saúde (SES) decretou alerta máximo contra a doença em todo o Rio Grande do Sul. Dentre as diretrizes da medida está a intensificação de ações preventivas, sobretudo no que diz respeito a locais de água parada, ambiente propício à reprodução do inseto-vetor.
Até o momento, a SES já considerou 443 dos 497 municípios gaúchos como infestados pelo Aedes aegypti, índice que representa 89,1% – o maior da série histórica iniciada há 22 anos. A lista é atualizada diariamente no Painel de Arboviroses do governo gaúcho, acessível em iede.rs.gov.br.
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