Uma terapia desenvolvida no Reino Unido tem se mostrado possivelmente eficaz no silenciamento de genes que predispõem pessoas a desenvolverem doença de Alzheimer ou outros tipos de demência. Os resultados da primeira fase de testes do medicamento, publicados na revista científica Nature Medicine, mostram que ele se demonstrou seguro e reduziu com sucesso os níveis da proteína tau – conhecida por causar a doença – nos pacientes que participaram do estudo.
A terapia, chamada MAPTRx, age inibindo o gene MAPT, que codifica a proteína tau por meio da aplicação de BIIB080, uma droga composta por pequenas moléculas capazes de prevenir ou alterar a produção de proteínas. Logo, ele pode evitar ou amenizar a evolução da doença.
Ainda serão feitos mais ensaios, com grupos maiores de pacientes, para determinar se a terapia leva a um benefício clínico e deve ser disponibilizada, mas os resultados da primeira fase indicam que o método tem um efeito biológico relevante e é animador, segundo os especialistas escutados pelo Estadão. Atualmente, não há tratamentos direcionados à proteína tau.
O Alzheimer é uma doença genética que promove a perda de neurônios nos pacientes – o que é irreversível. Dessa forma, se o medicamento for aprovado, pessoas que têm predisposição à doença poderão tomá-lo de forma preventiva e quem já começou a desenvolvê-la vai poder reduzir a progressão.
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