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Terça-feira, 06 de Outubro de 2026
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Assiferto RS conhece modelo de economia circular da Ecocitrus e amplia diálogo sobre aproveitamento de resíduos

Localizada em Montenegro, Cooperativa é referência em tratamento de resíduos e economia circular

Assiferto RS conhece modelo de economia circular da Ecocitrus e amplia diálogo sobre aproveitamento de resíduos
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Uma experiência que transforma resíduos em insumos, energia e novos ciclos produtivos esteve no centro da visita realizada pela diretoria da Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS) à Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí – Ecocitrus, em Montenegro. A aproximação permitiu conhecer de perto uma operação que reúne compostagem, biodigestão e produção de biofertilizantes em um modelo de economia circular conectado à agricultura familiar e à produção orgânica. A agenda ocorreu no dia 30 de setembro.

Sob a perspectiva de atuação pelo fortalecimento do setor de produção de fertilizantes orgânicos, a Assiferto foi convidada a conhecer a estrutura da Ecocitrus que, desde 1995, mantém uma usina de compostagem que nasceu de uma necessidade dos próprios agricultores associados: encontrar uma fonte de adubo orgânico para os pomares que estavam em processo de transição para a agroecologia. Ao longo de quase três décadas, a iniciativa evoluiu para uma estrutura de tratamento de resíduos reconhecida pelo seu modelo de aproveitamento e reinserção de materiais no ciclo produtivo. A ideia inicial se expandiu gradualmente e, hoje em dia, a usina recebe resíduos de mais de 150 empresas do Rio Grande do Sul, além dos resíduos gerados pela própria agroindústria da Ecocitrus. Por meio de processos aeróbicos e anaeróbicos, os materiais são transformados em composto e biofertilizante. Parte desses produtos retorna gratuitamente aos associados, sendo utilizada nos pomares de frutas cítricas orgânicas. A usina tem sete biodigestores com capacidade de tratamento de 12 mil metros cúbicos por mês.

Na prática, o resíduo deixa de representar apenas um passivo e passa a integrar novamente a cadeia produtiva. O material tratado gera insumos que retornam ao solo, contribuem para a produção dos citros e, posteriormente, voltam à indústria para a elaboração de sucos, polpas e óleos essenciais. É um ciclo que conecta gestão de resíduos, produção de fertilizantes orgânicos, agricultura e indústria. “É um exemplo muito concreto de como podemos olhar para os resíduos não apenas como algo que precisa ser tratado, mas como uma fonte de insumos para novos processos produtivos. Esse conceito está diretamente relacionado ao que defendemos enquanto entidade, que é o desenvolvimento e a qualificação de soluções para o aproveitamento adequado dos materiais orgânicos”, destaca o presidente da Assiferto, Valdecir Ferrari.

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Para a Ecocitrus, a visita reforça a aproximação entre quem atua no tratamento de resíduos orgânicos no Estado. "A usina nasceu da necessidade dos próprios agricultores de ter adubo orgânico para os pomares e hoje trata resíduos de mais de 150 empresas gaúchas. Receber a Assiferto é importante porque reúne quem enfrenta os mesmos desafios técnicos e regulatórios. Essa troca fortalece todo o setor de fertilizantes orgânicos e ajuda a mostrar que o resíduo, quando bem tratado, volta para o solo como insumo de qualidade", afirma Ernesto Carlos Kasper, integrante do Conselho de Administração e sócio-fundador da cooperativa.

 

Cooperativa reúne mais de 130 associados

De acordo com Ernesto Carlos Kasper, integrante do Conselho de Administração e sócio fundador, a cooperativa tem em torno de 130 associados, responsáveis pelo plantio de 600 hectares de pomares de frutas cítricas em municípios do Vale do Caí. “Temos uma capacidade industrial superior ao volume de frutas colhidas, razão para avaliarmos um projeto de expansão, agregando produtores de munícipios como Canguçu e São Lourenço, hoje focados no tabaco. A ideia é oferecer, com apoio de entidades públicas e privadas, suporte para que tenham uma opção de renda adicional por meio da produção de cítricos 100% orgânica”, comenta.

A cooperativa atua com diferentes frutas cítricas, das precoces às tardias, como bergamota, limão, mandarina e laranja, para garantir atividade ao longo de todo o ano para a indústria, iniciando com a extração do óleo da casca durante o raleio de fevereiro. Ao longo dos meses elabora os sucos e destina a polpa para o reprocessamento dos sucos de terceiros.

 

Sobre a Assiferto RS

A Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul foi criada em 2017, com a finalidade de fortalecer e consolidar o manejo adequado de materiais orgânicos, desde a compostagem, biodigestão, esterilização e outros processos para a fabricação de fertilizantes orgânicos. A entidade reúne empresas produtoras de fertilizantes orgânicos sólidos, líquidos, biofertilizantes, condicionadores de solo e substratos de plantas do Rio Grande do Sul. Juntas beneficiam e comercializam mais de 90% do volume total de fertilizantes orgânicos com registro no Estado e reciclam por ano mais de um milhão de toneladas. A Assiferto quer contribuir para que cada vez mais as empresas associadas possam fornecer insumos de qualidade para a agricultura orgânica.

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