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O mundo volta às origens

Os países que integram o G-20 não ficaram de braços cruzados e prometem socorrer com dinheiro

Impedidos de sair às ruas, voltamos à era das cavernas. Cada um em sua caverna e continuaremos assim por algum tempo ainda. Para muitos, o dia não parece ter 24, mas 32 horas.

Efeito devastador

Na idade da tecnologia avançadíssima, não se poderia imaginar que um vírus assustasse, matasse e desempregasse tantos, provocando danos tão profundos.

Medo se justifica

Imagine-se a situação de centenas de prefeitos de municípios no Estado com estrutura hospitalar capaz de, no máximo, atender pacientes em tempos de normalidade. Temendo a pandemia, querem que a população permaneça numa espécie de prisão domiciliar para evitar o caos. Têm razão.

Vão abrir o baú

Os países que integram o G-20 se reuniram em caráter emergencial para avaliar e projetar o futuro. Muitos imaginavam que pudessem optar por um tipo de “austericídio”. Outros tinham a certeza de que prevaleceria o “neoliberavírus”. Equivocaram-se.

Em colaboração com organismos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, comprometeram-se a injetar 4 trilhões e 800 bilhões de dólares na Economia. Equivalem a 25 trilhões de reais.

Pode mudar

O mundo se dá conta de sua fragilidade e ao mesmo tempo evidencia que tem recursos para superá-la. Que saiba fazer das dificuldades e do medo uma oportunidade para construir uma Economia mais equilibrada e solidária. Significará trabalho e consumo para todos.

Outro clima

Esta notícia é mais do que uma ponta de esperança: um avião enviado pela Rússia carregado com ajuda humanitária chegou ontem ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York, informou a missão russa na ONU. A pandemia já deixou mais de 4 mil e 500 mortos nos Estados Unidos.

Grau de confusão

No hall do prédio da reitoria da Universidade de Copenhague, Dinamarca, durante alguns anos permaneceu uma placa:

“Não conseguimos encontrar respostas para todos os nossos problemas. As que encontramos apenas nos levaram a formular novas questões. Sentimo-nos hoje tão confusos como antes. Acreditamos, entretanto, que estamos confusos num nível mais alto e sobre coisas mais importantes.”

O conteúdo pode ser adotado agora por Ministérios da Saúde pelo mundo afora.

Complicou mais ainda

O governo do Estado sonhou demais ao imaginar que algum socorro em dinheiro pudesse vir de Brasília. Se o Ministério da Economia atender um pedido, a enxurrada se tornará insuportável, virando uma espécie de subsídio dos falidos. A situação difícil do caixa da Secretaria da Fazenda, com a queda na arrecadação de impostos, fortalece os defensores da privatização rápida de todas as empresas disponíveis.

Dois lados

Pesquisas em jornais de 1918 demonstram: a gripe espanhola foi enfrentada também com o recolhimento em casa. Nas cidades em que adotaram a medida, a mortalidade ficou muito abaixo do que em outras, onde pessoas saíam sem qualquer cuidado.

Sobre lições de fatos ocorridos, o economista Roberto Campos costumava dizer: “É uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que já deixamos para trás.”

Tudo tem limite

É grande o número de contaminados por duas atitudes prejudiciais à saúde: destemperança verbal e notícias falsas.

Crueldade

O antigo ditado “a ocasião faz o ladrão” está sendo reeditado. Em todo o país, milhares de pessoas caíram em golpes aplicados por vigaristas que usam o WhatsApp. Com mensagens bem elaboradas, convencem trabalhadores informais e beneficiados pelo Bolsa Família a fornecerem dados pessoais e bancários. Dali para frente, o auxílio do governo tem outro destino.

Só com binóculo

A 2 de abril de 2019, o governador de São Paulo, João Doria, durante entrevista, negou que estivesse se distanciando do presidente Jair Bolsonaro. Passado um ano, um quase não enxerga mais o outro.

Demasia

A pandemia das notícias falsas mistura tragédias, política, economia, saúde e oportunismo no mesmo estojo de primeiros socorros.

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O mundo volta às origens

Impedidos de sair às ruas, voltamos à era das cavernas. Cada um em sua caverna e continuaremos assim por algum tempo ainda. Para muitos, o dia não parece ter 24, mas 32 horas.

Efeito devastador

Na idade da tecnologia avançadíssima, não se poderia imaginar que um vírus assustasse, matasse e desempregasse tantos, provocando danos tão profundos.

Medo se justifica

Imagine-se a situação de centenas de prefeitos de municípios no Estado com estrutura hospitalar capaz de, no máximo, atender pacientes em tempos de normalidade. Temendo a pandemia, querem que a população permaneça numa espécie de prisão domiciliar para evitar o caos. Têm razão.

Vão abrir o baú

Os países que integram o G-20 se reuniram em caráter emergencial para avaliar e projetar o futuro. Muitos imaginavam que pudessem optar por um tipo de “austericídio”. Outros tinham a certeza de que prevaleceria o “neoliberavírus”. Equivocaram-se.

Em colaboração com organismos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, comprometeram-se a injetar 4 trilhões e 800 bilhões de dólares na Economia. Equivalem a 25 trilhões de reais.

Pode mudar

O mundo se dá conta de sua fragilidade e ao mesmo tempo evidencia que tem recursos para superá-la. Que saiba fazer das dificuldades e do medo uma oportunidade para construir uma Economia mais equilibrada e solidária. Significará trabalho e consumo para todos.

Outro clima

Esta notícia é mais do que uma ponta de esperança: um avião enviado pela Rússia carregado com ajuda humanitária chegou ontem ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York, informou a missão russa na ONU. A pandemia já deixou mais de 4 mil e 500 mortos nos Estados Unidos.

Grau de confusão

No hall do prédio da reitoria da Universidade de Copenhague, Dinamarca, durante alguns anos permaneceu uma placa:

“Não conseguimos encontrar respostas para todos os nossos problemas. As que encontramos apenas nos levaram a formular novas questões. Sentimo-nos hoje tão confusos como antes. Acreditamos, entretanto, que estamos confusos num nível mais alto e sobre coisas mais importantes.”

O conteúdo pode ser adotado agora por Ministérios da Saúde pelo mundo afora.

Complicou mais ainda

O governo do Estado sonhou demais ao imaginar que algum socorro em dinheiro pudesse vir de Brasília. Se o Ministério da Economia atender um pedido, a enxurrada se tornará insuportável, virando uma espécie de subsídio dos falidos. A situação difícil do caixa da Secretaria da Fazenda, com a queda na arrecadação de impostos, fortalece os defensores da privatização rápida de todas as empresas disponíveis.

Dois lados

Pesquisas em jornais de 1918 demonstram: a gripe espanhola foi enfrentada também com o recolhimento em casa. Nas cidades em que adotaram a medida, a mortalidade ficou muito abaixo do que em outras, onde pessoas saíam sem qualquer cuidado.

Sobre lições de fatos ocorridos, o economista Roberto Campos costumava dizer: “É uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que já deixamos para trás.”

Tudo tem limite

É grande o número de contaminados por duas atitudes prejudiciais à saúde: destemperança verbal e notícias falsas.

Crueldade

O antigo ditado “a ocasião faz o ladrão” está sendo reeditado. Em todo o país, milhares de pessoas caíram em golpes aplicados por vigaristas que usam o WhatsApp. Com mensagens bem elaboradas, convencem trabalhadores informais e beneficiados pelo Bolsa Família a fornecerem dados pessoais e bancários. Dali para frente, o auxílio do governo tem outro destino.

Só com binóculo

A 2 de abril de 2019, o governador de São Paulo, João Doria, durante entrevista, negou que estivesse se distanciando do presidente Jair Bolsonaro. Passado um ano, um quase não enxerga mais o outro.

Demasia

A pandemia das notícias falsas mistura tragédias, política, economia, saúde e oportunismo no mesmo estojo de primeiros socorros.

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