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Investidores ainda não assimilaram o estilo

Alvaro Dias deu asas à imaginação

Analistas do mercado percebem que investidores estrangeiros têm dúvidas. Afirmam que há necessidade de superar hostilidades, disputas e intrigas internas no governo federal. O entra e sai de ministros provoca má impressão e insegurança. O Palácio do Planalto precisa superar o desafio. Não é difícil: basta avaliar os benefícios que o ambiente sem intrigas vai trazer.

Adiamento

A tendência é a mesa diretora da Assembleia Legislativa decidir pela não votação de projetos hoje e na próxima semana. O placar eletrônico voltaria a ser acionado depois do Carnaval.

Consagrando a inércia

A cada visita de governadores endividados ao Ministério da Fazenda, levando muito mais problemas do que soluções, tecnocratas reafirmam: os Estados se converteram numa espécie de Versailles, onde a corte dos soberanos franceses não abria mão do ócio e do prazer.

Questão de escolha

Começou com o cheque para a compra de um Fiat Elba. O episódio evoluiu até a queda de Fernando Collor. Entre outros episódios, houve a CPI dos Correios, que escancarou o mensalão. Em 2014, o vírus da corrupção se alastrou com velocidade incrível, mas foi estancado com a Operação Lava Jato.

O sistema de combate ao desvio do dinheiro público precisa de apoio sem picuinhas ou o país voltará a correr o risco do deplorável sistema cleptocrático anterior.

Modelo inalterado

O que o Duque de Caxias disse no Senado, a 3 de maio de 1861, deveria estar afixado nas casas legislativas de todo o país: “Os nossos atos, senhores, devem valer mais do que as palavras. Peço a todos que nos julguem por nossos atos.”

Contrariando a tradição tucana

A ala intelectual do PSDB será levada a um curto circuito, vendo os fios que unem João Doria e Luciano Huck para formar a chapa presidencial.

Pensando no seu eleitorado

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu ontem a flexibilização das regras para o pagamento de dívidas dos Estados com a União. Rio Grande do Sul e Minas Gerais entram na carona. Seu objetivo é proteger o Rio de Janeiro, que já anunciou não ter condições de cumprir com o contrato assinado em 2017 e voltar a repassar o que deve em 2023.

Quando se trata do seu amado e querido Estado, Rodrigo bate o córner, cabeceia na área e defende como bom goleiro, tudo ao mesmo tempo.

Sonhar não custa

Alvaro Dias defendeu ontem, na sessão plenária, o que jamais será alcançado: a redução no número de deputados federais e senadores. Acrescentou que “a economia seria brutal por não ser apenas a eliminação de mandatos, mas a eliminação de gabinetes, de recursos destinados à água, luz, papel, telefone, carros, auxílio moradia, verba indenizatória e tratamento de saúde”.

Lembrou ainda que isso aconteceu recentemente na Itália. Cabe acrescentar: além dos 8 mil e 900 quilômetros de distância entre Brasília de Roma, há outros aspectos da prática política que diferenciam os dois países.

Caixas vazios para tantos problemas

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios mostra: de 2003 a 2020 foram 35 mil decretos de calamidades e de situação de emergência reconhecidos pelo governo federal. Desses, 55 por cento em função de secas e 45 por chuvas. A média é de 4 mil por ano. Com as prefeituras não conseguindo suportar o reajuste anual do salário mínimo, imagine-se a indigência para pagar a construção de reservatórios de água e redes de esgoto pluvial.

Gostam de enxugar gelo

A primeira mancha de óleo no mar surgiu a 30 de agosto do ano passado em uma praia da Paraíba, espalhando-se por 130 municípios. Por meio do trabalho incansável, que incluiu voluntários, o Litoral no Nordeste está limpo.

Agora, a Comissão Parlamentar de Inquérito prepara as primeiras visitas técnicas e audiências públicas do ano. Poderia poupar tempo e dinheiro, admitindo que não tem nada mais a fazer, após setores especializados realizarem pesquisas intensas sem chegar à conclusão.

Municípios merecem mais

A cada começo de ano eleitoral, renasce a esperança: que as opções não fiquem apenas entre o equívoco e a demagogia.

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Investidores ainda não assimilaram o estilo

Analistas do mercado percebem que investidores estrangeiros têm dúvidas. Afirmam que há necessidade de superar hostilidades, disputas e intrigas internas no governo federal. O entra e sai de ministros provoca má impressão e insegurança. O Palácio do Planalto precisa superar o desafio. Não é difícil: basta avaliar os benefícios que o ambiente sem intrigas vai trazer.

Adiamento

A tendência é a mesa diretora da Assembleia Legislativa decidir pela não votação de projetos hoje e na próxima semana. O placar eletrônico voltaria a ser acionado depois do Carnaval.

Consagrando a inércia

A cada visita de governadores endividados ao Ministério da Fazenda, levando muito mais problemas do que soluções, tecnocratas reafirmam: os Estados se converteram numa espécie de Versailles, onde a corte dos soberanos franceses não abria mão do ócio e do prazer.

Questão de escolha

Começou com o cheque para a compra de um Fiat Elba. O episódio evoluiu até a queda de Fernando Collor. Entre outros episódios, houve a CPI dos Correios, que escancarou o mensalão. Em 2014, o vírus da corrupção se alastrou com velocidade incrível, mas foi estancado com a Operação Lava Jato.

O sistema de combate ao desvio do dinheiro público precisa de apoio sem picuinhas ou o país voltará a correr o risco do deplorável sistema cleptocrático anterior.

Modelo inalterado

O que o Duque de Caxias disse no Senado, a 3 de maio de 1861, deveria estar afixado nas casas legislativas de todo o país: “Os nossos atos, senhores, devem valer mais do que as palavras. Peço a todos que nos julguem por nossos atos.”

Contrariando a tradição tucana

A ala intelectual do PSDB será levada a um curto circuito, vendo os fios que unem João Doria e Luciano Huck para formar a chapa presidencial.

Pensando no seu eleitorado

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu ontem a flexibilização das regras para o pagamento de dívidas dos Estados com a União. Rio Grande do Sul e Minas Gerais entram na carona. Seu objetivo é proteger o Rio de Janeiro, que já anunciou não ter condições de cumprir com o contrato assinado em 2017 e voltar a repassar o que deve em 2023.

Quando se trata do seu amado e querido Estado, Rodrigo bate o córner, cabeceia na área e defende como bom goleiro, tudo ao mesmo tempo.

Sonhar não custa

Alvaro Dias defendeu ontem, na sessão plenária, o que jamais será alcançado: a redução no número de deputados federais e senadores. Acrescentou que “a economia seria brutal por não ser apenas a eliminação de mandatos, mas a eliminação de gabinetes, de recursos destinados à água, luz, papel, telefone, carros, auxílio moradia, verba indenizatória e tratamento de saúde”.

Lembrou ainda que isso aconteceu recentemente na Itália. Cabe acrescentar: além dos 8 mil e 900 quilômetros de distância entre Brasília de Roma, há outros aspectos da prática política que diferenciam os dois países.

Caixas vazios para tantos problemas

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios mostra: de 2003 a 2020 foram 35 mil decretos de calamidades e de situação de emergência reconhecidos pelo governo federal. Desses, 55 por cento em função de secas e 45 por chuvas. A média é de 4 mil por ano. Com as prefeituras não conseguindo suportar o reajuste anual do salário mínimo, imagine-se a indigência para pagar a construção de reservatórios de água e redes de esgoto pluvial.

Gostam de enxugar gelo

A primeira mancha de óleo no mar surgiu a 30 de agosto do ano passado em uma praia da Paraíba, espalhando-se por 130 municípios. Por meio do trabalho incansável, que incluiu voluntários, o Litoral no Nordeste está limpo.

Agora, a Comissão Parlamentar de Inquérito prepara as primeiras visitas técnicas e audiências públicas do ano. Poderia poupar tempo e dinheiro, admitindo que não tem nada mais a fazer, após setores especializados realizarem pesquisas intensas sem chegar à conclusão.

Municípios merecem mais

A cada começo de ano eleitoral, renasce a esperança: que as opções não fiquem apenas entre o equívoco e a demagogia.

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