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A indústria é o início da cadeia produtiva

Por Marijane Paese, presidente do CIC-BG

A passagem do Dia da Indústria precisa ser lembrada, sim, e mais do que isso: celebrada. Afinal, esse setor produtivo tem papel fundamental na geração de riqueza e exerce impacto social muito grande, movimentando a economia e, sobretudo, a criação de empregos – com oportunidades para todos que desejam progredir por meio do trabalho.

No contexto local, a indústria continua sendo o grande motor econômico da cidade, exibindo um parque fabril moderno e inovador com suas plantas vinícola, moveleira, alimentícia, metalmecânica, entre outras. São mais de 1,2 mil delas espalhadas por Bento Gonçalves, sendo responsáveis por quase 45% dos vínculos empregatícios do município.

Os produtos oriundos de nossa indústria vêm com um carimbo chamado Bento Gonçalves. Ele é sinônimo de qualidade. São vinhos reconhecidos internacionalmente e móveis exportados para diversas partes do mundo. São produtos inovadores da indústria metalomecânica e a presença da sustentabilidade na nossa indústria da construção civil. Mas todas, sobremaneira, se destacam pelo empreendedorismo de um povo que, como se diz por aqui, não tem medo de trabalhar.

Esse é um diferencial da nossa região. Entretanto, não isenta o setor de enfrentar os empecilhos que nos desfaiam a encontrar resoluções para que possamos tornar nossos negócios mais competitivos. Algumas delas estão ao nosso alcance, mas outras necessitamos de ações mais concretas dos governos.

Aqui, diagnosticamos um grande gargalo: a necessidade de equipes mais qualificadas. Outro, é desenvolver mercados. É vital que efetivemos vendas no atual cenário, a fim de aumentar a atual baixa lucratividade das empresas. Neste cenário de inflação, insumos caros e dólar alto, é preciso tentar manter uma certa lucratividade, a fim de que os investimentos não cessem. Toda essa situação precisa provocar uma mudança, que acaba por chegar a outro dos grandes desafios que temos, a busca pela inovação.

O Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves, em parceria com entidades setoriais, centros profissionalizantes e universidades, está trabalhando há mais de um ano para começar a reverter esse quadro com dois grandes projetos. Ambos devem ser anunciados nos próximos dias, um para aproximar a qualificação do trabalhador, o Qualifica Bento, e outro para estimular a inovação dentro das empresas, o Inova Bento.

A indústria é o início da cadeia produtiva. Mas é de todos a responsabilidade para que ela funcione. E para isso, é preciso consumo – que fará o comércio demandar a indústria por produtos e, assim, sucessivamente. Nesse aspecto, os governos podem ajudar, visto que política e a economia são fatores macro ambientais que impactam a todos. Por isso, precisam caminhar em harmonia. Quando os governos estimulam a economia, tudo muda. A recente redução de IPI, por exemplo. Embora o efeito na ponta talvez tenha sido pouco perceptível, com uma tributação mais branda sobra mais dinheiro em caixa para o empresário investir. Isso é fomentar o setor. E vejo que o governo precisa fazer isso em duas linhas de atuação, fomentando o agro, hoje nosso grande negócio, e a competitividade da nossa indústria.

Com esses estímulos e a visão de inovação atrelada ao desenvolvimento sustentável, todos nossos segmentos produtivos têm potencial para crescer e se expandir. Porque o restante, a vontade de trabalhar. Essa nós temos de sobra.

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A indústria é o início da cadeia produtiva

A passagem do Dia da Indústria precisa ser lembrada, sim, e mais do que isso: celebrada. Afinal, esse setor produtivo tem papel fundamental na geração de riqueza e exerce impacto social muito grande, movimentando a economia e, sobretudo, a criação de empregos – com oportunidades para todos que desejam progredir por meio do trabalho.

No contexto local, a indústria continua sendo o grande motor econômico da cidade, exibindo um parque fabril moderno e inovador com suas plantas vinícola, moveleira, alimentícia, metalmecânica, entre outras. São mais de 1,2 mil delas espalhadas por Bento Gonçalves, sendo responsáveis por quase 45% dos vínculos empregatícios do município.

Os produtos oriundos de nossa indústria vêm com um carimbo chamado Bento Gonçalves. Ele é sinônimo de qualidade. São vinhos reconhecidos internacionalmente e móveis exportados para diversas partes do mundo. São produtos inovadores da indústria metalomecânica e a presença da sustentabilidade na nossa indústria da construção civil. Mas todas, sobremaneira, se destacam pelo empreendedorismo de um povo que, como se diz por aqui, não tem medo de trabalhar.

Esse é um diferencial da nossa região. Entretanto, não isenta o setor de enfrentar os empecilhos que nos desfaiam a encontrar resoluções para que possamos tornar nossos negócios mais competitivos. Algumas delas estão ao nosso alcance, mas outras necessitamos de ações mais concretas dos governos.

Aqui, diagnosticamos um grande gargalo: a necessidade de equipes mais qualificadas. Outro, é desenvolver mercados. É vital que efetivemos vendas no atual cenário, a fim de aumentar a atual baixa lucratividade das empresas. Neste cenário de inflação, insumos caros e dólar alto, é preciso tentar manter uma certa lucratividade, a fim de que os investimentos não cessem. Toda essa situação precisa provocar uma mudança, que acaba por chegar a outro dos grandes desafios que temos, a busca pela inovação.

O Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves, em parceria com entidades setoriais, centros profissionalizantes e universidades, está trabalhando há mais de um ano para começar a reverter esse quadro com dois grandes projetos. Ambos devem ser anunciados nos próximos dias, um para aproximar a qualificação do trabalhador, o Qualifica Bento, e outro para estimular a inovação dentro das empresas, o Inova Bento.

A indústria é o início da cadeia produtiva. Mas é de todos a responsabilidade para que ela funcione. E para isso, é preciso consumo – que fará o comércio demandar a indústria por produtos e, assim, sucessivamente. Nesse aspecto, os governos podem ajudar, visto que política e a economia são fatores macro ambientais que impactam a todos. Por isso, precisam caminhar em harmonia. Quando os governos estimulam a economia, tudo muda. A recente redução de IPI, por exemplo. Embora o efeito na ponta talvez tenha sido pouco perceptível, com uma tributação mais branda sobra mais dinheiro em caixa para o empresário investir. Isso é fomentar o setor. E vejo que o governo precisa fazer isso em duas linhas de atuação, fomentando o agro, hoje nosso grande negócio, e a competitividade da nossa indústria.

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