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Luciano Bivar desiste de candidatura e deixa corrida à Presidência da República

Agora, ele deve concorrer à reeleição como deputado federal, por Pernambuco

O deputado federal e presidente da União Brasil, Luciano Bivar (PE), desistiu de sua candidatura ao Palácio do Planalto e tentará a reeleição para deputado federal. Em troca, Bivar terá o apoio da federação formada por PT, PCdoB e PV para disputar Presidência da Câmara em 2023.

A última pesquisa Datafolha foi o motivo para o desfecho da candidatura de Bivar. Com menos de 1% das intenções de voto, integrantes da União Brasil entenderam que a melhor decisão seria centrar fogo nas candidaturas ao governo e para a Câmara dos Deputados.

Bivar é dono do maior fundo eleitoral e partidário depois da fusão do do PSL com o DEM, feita a partir do apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O político foi o grande responsável pelo lançamento de Bolsonaro à presidência em 2018.

Apoio sem coligação

Petistas acham possível obter o apoio de uma parcela do União Brasil, ainda que sem aliança formal e adesão total da legenda.  A ideia dos petistas é que um acerto com o presidente do União Brasil reforçaria o discurso de Lula de que sua candidatura não é de um partido, mas de um movimento.

Se a cúpula do PT conseguir marcar a reunião na semana que vem, dificilmente conversará diretamente com Bivar. Quem tem conduzido negociações com outros partidos é o vice-presidente, Antonio Rueda.

O União Brasil tem capilaridade nos Estados. Mesmo sem adesão total a Lula, políticos do partido poderiam dar maior volume à campanha do ex-presidente da República.

A legenda também é campeã em recursos do Fundo Eleitoral e em tempo de propaganda durante a campanha.

Resistência

A conversa entre PT e União Brasil começou com congressistas das duas legendas nas últimas semanas. Petistas acham quase impossível obter apoio formal do partido.

Caciques do União Brasil vão na mesma linha e classificam as chances de coligação como “praticamente zero”.

Nomes importantes da legenda, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dificilmente topariam se aliar a petistas. ACM Neto é pré-candidato de oposição ao governo da Bahia, controlado pelo PT desde 2007.

Uma aliança formal com Lula também traria dificuldades para candidatos a deputado do União Brasil que têm voto antipetista.

A prioridade do partido é eleger uma grande bancada na Câmara para receber o máximo possível do Fundo Partidário. A divisão dos recursos tem o número de deputados federais como principal critério.

O prazo para as convenções partidárias se encerra no dia 5 de agosto, por isso a urgência das tratativas.

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Luciano Bivar desiste de candidatura e deixa corrida à Presidência da República

O deputado federal e presidente da União Brasil, Luciano Bivar (PE), desistiu de sua candidatura ao Palácio do Planalto e tentará a reeleição para deputado federal. Em troca, Bivar terá o apoio da federação formada por PT, PCdoB e PV para disputar Presidência da Câmara em 2023.

A última pesquisa Datafolha foi o motivo para o desfecho da candidatura de Bivar. Com menos de 1% das intenções de voto, integrantes da União Brasil entenderam que a melhor decisão seria centrar fogo nas candidaturas ao governo e para a Câmara dos Deputados.

Bivar é dono do maior fundo eleitoral e partidário depois da fusão do do PSL com o DEM, feita a partir do apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O político foi o grande responsável pelo lançamento de Bolsonaro à presidência em 2018.

Apoio sem coligação

Petistas acham possível obter o apoio de uma parcela do União Brasil, ainda que sem aliança formal e adesão total da legenda.  A ideia dos petistas é que um acerto com o presidente do União Brasil reforçaria o discurso de Lula de que sua candidatura não é de um partido, mas de um movimento.

Se a cúpula do PT conseguir marcar a reunião na semana que vem, dificilmente conversará diretamente com Bivar. Quem tem conduzido negociações com outros partidos é o vice-presidente, Antonio Rueda.

O União Brasil tem capilaridade nos Estados. Mesmo sem adesão total a Lula, políticos do partido poderiam dar maior volume à campanha do ex-presidente da República.

A legenda também é campeã em recursos do Fundo Eleitoral e em tempo de propaganda durante a campanha.

Resistência

A conversa entre PT e União Brasil começou com congressistas das duas legendas nas últimas semanas. Petistas acham quase impossível obter apoio formal do partido.

Caciques do União Brasil vão na mesma linha e classificam as chances de coligação como “praticamente zero”.

Nomes importantes da legenda, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, dificilmente topariam se aliar a petistas. ACM Neto é pré-candidato de oposição ao governo da Bahia, controlado pelo PT desde 2007.

Uma aliança formal com Lula também traria dificuldades para candidatos a deputado do União Brasil que têm voto antipetista.

A prioridade do partido é eleger uma grande bancada na Câmara para receber o máximo possível do Fundo Partidário. A divisão dos recursos tem o número de deputados federais como principal critério.

O prazo para as convenções partidárias se encerra no dia 5 de agosto, por isso a urgência das tratativas.

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