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Famurs projeta recuperação das produções gaúchas até fevereiro

Chuva fez com que cultura do milho fosse retirada do possível protelamento das dívidas de agricultores

O retorno da chuva ao Rio Grande do Sul, na última quarta-feira, ajudou a minimizar os prejuízos na agricultura gaúcha – que enfrenta um cenário de estiagem há quase 30 dias. Para o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Eduardo Freire, o primeiro período de chuva do ano foi apenas o primeiro sinal de melhoras para a recuperação das culturas. 

Freire cita o relatório técnico organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), divulgado nessa quinta-feira, que prevê, com base em estudos meteorológicos, a possibilidade de uma regularização da questão hídrica do Estado entre a segunda quinzena de janeiro até fevereiro. 

Conforme o relatório encomendado ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a quantidade chuva apenas entre os dias 20 e 22 deste mês deve oscilar entre 20mm a 70mm, variando entre regiões. O maior volume deve ficar concentrado na região das Missões, Alto vale do Uruguai, Vale do Taquari e na Zona Sul. Entretanto, a Metsul Meteorologia não compartilha do otimismo sobre uma maior regularidade da chuva. Ela alerta que, após dois episódios de chuva nos últimos 10 dias, as precipitações retornarão de forma irregular no restante do mês de janeiro e durante fevereiro, coincidindo com o período mais crítico para a soja. 

Segundo o presidente da entidade, é na região do Vale do Rio Pardo que estão os maiores prejuízos em produções, citando a cultura de fumo em Venâncio Aires e a de milho em Pantano Grande. A produção de milho, segundo o relatório, é o que apresenta mais perdas espalhadas em todo o Estado. A Seapdr pretende divulgar semanalmente um relatório com séries meteorólogicas prevendo o cenário para as principais regiões do Estado.

Os esforços de produtores, prefeitos, governo e entidades vai além do que esperar que as condições meteorológicas joguem a favor. Na última terça-feira, foi entregue em mãos ao governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, um documento coletivo com reivindicações e propostas de melhorias à questão da estiagem. O objetivo é de que o governador encaminhe as 10 propostas coletivas ao governo federal. Esse conjunto de medidas foi elaborado entre entidades civis e governamentais e representantes regionais em, pelo menos, duas reuniões no último mês. 

Dentre os itens apresentados, o documento prevê a possibilidade de protelar o pagamento de dívidas dos agricultores, principalmente das culturas de soja e milho. Caso a proposta vá adiante, seria preciso o aval do Ministério da Agricultura. Entretanto, a mudança do cenário climático já fez com que a cultura do milho fosse retirada do apontamento. A mudança ocorreu nessa quinta-feira em reunião entre Famurs e o Secretário Estadual Adjunto de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Luiz Fernando Rodriguez Junior.

O documento também pede a ampliação de políticas públicas para a criação de postos artesianos, além da criação de programas que incentivem os agricultores a buscarem irrigação. “Uma dessas janelas seria o programa ‘Mais Água, Mais Renda’, que encontra-se parado”, destacou Eduardo Freire. 

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Famurs projeta recuperação das produções gaúchas até fevereiro

O retorno da chuva ao Rio Grande do Sul, na última quarta-feira, ajudou a minimizar os prejuízos na agricultura gaúcha – que enfrenta um cenário de estiagem há quase 30 dias. Para o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Eduardo Freire, o primeiro período de chuva do ano foi apenas o primeiro sinal de melhoras para a recuperação das culturas. 

Freire cita o relatório técnico organizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), divulgado nessa quinta-feira, que prevê, com base em estudos meteorológicos, a possibilidade de uma regularização da questão hídrica do Estado entre a segunda quinzena de janeiro até fevereiro. 

Conforme o relatório encomendado ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a quantidade chuva apenas entre os dias 20 e 22 deste mês deve oscilar entre 20mm a 70mm, variando entre regiões. O maior volume deve ficar concentrado na região das Missões, Alto vale do Uruguai, Vale do Taquari e na Zona Sul. Entretanto, a Metsul Meteorologia não compartilha do otimismo sobre uma maior regularidade da chuva. Ela alerta que, após dois episódios de chuva nos últimos 10 dias, as precipitações retornarão de forma irregular no restante do mês de janeiro e durante fevereiro, coincidindo com o período mais crítico para a soja. 

Segundo o presidente da entidade, é na região do Vale do Rio Pardo que estão os maiores prejuízos em produções, citando a cultura de fumo em Venâncio Aires e a de milho em Pantano Grande. A produção de milho, segundo o relatório, é o que apresenta mais perdas espalhadas em todo o Estado. A Seapdr pretende divulgar semanalmente um relatório com séries meteorólogicas prevendo o cenário para as principais regiões do Estado.

Os esforços de produtores, prefeitos, governo e entidades vai além do que esperar que as condições meteorológicas joguem a favor. Na última terça-feira, foi entregue em mãos ao governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, um documento coletivo com reivindicações e propostas de melhorias à questão da estiagem. O objetivo é de que o governador encaminhe as 10 propostas coletivas ao governo federal. Esse conjunto de medidas foi elaborado entre entidades civis e governamentais e representantes regionais em, pelo menos, duas reuniões no último mês. 

Dentre os itens apresentados, o documento prevê a possibilidade de protelar o pagamento de dívidas dos agricultores, principalmente das culturas de soja e milho. Caso a proposta vá adiante, seria preciso o aval do Ministério da Agricultura. Entretanto, a mudança do cenário climático já fez com que a cultura do milho fosse retirada do apontamento. A mudança ocorreu nessa quinta-feira em reunião entre Famurs e o Secretário Estadual Adjunto de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Luiz Fernando Rodriguez Junior.

O documento também pede a ampliação de políticas públicas para a criação de postos artesianos, além da criação de programas que incentivem os agricultores a buscarem irrigação. “Uma dessas janelas seria o programa ‘Mais Água, Mais Renda’, que encontra-se parado”, destacou Eduardo Freire. 

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